Este estudo tem por objetivo apresentar para reflexão alguns fragmentos (eventualmente editados) da obra As Chaves do Oriente, uma notável trilogia sobre os mistérios do nascimento, da vida e da morte, de autoria de Saint-Yves D’Alveidre.
Breve Biografia
Saint-Yves D’Alveidre
Joseph Alexandre Saint-Yves d'Alveydre (Paris, 26 de março de 1842 – Pau 5 de fevereiro de 1909), foi um filósofo, escritor, poeta e ocultista francês, autor de obras como O Arqueômetro e A Teogonia dos Patriarcas e uma coleção de textos intitulados As Missões, em que cobre grandes períodos históricos para fundamentar um regime político ou social que se chama Sinarquia – um sistema político de governação estabelecido por um grupo coletivo de pessoas que exerceriam administrativamente um Governo Mundial Global, e que seguiriam uma religião sincrética única e um padrão geral de direitos humanos, tendo em vista o bem-estar da Humanidade e a paz inverencial entre todos os seres. Alguns consideram Saint-Yves membro da Agartha Budista da época.
Fragmentos da Obra
A vida é o Sorriso da Natureza; o nascimento é o Beijo que ela dá à [personalidade-]alma humana. [A vida de todos nós é a Eternidade ilusoriamente temporalizada; o nosso nascimento é a humilde aceitação de um aprendizado sem começo nem fim.]
Imortal após a morte, a [personalidade-]alma existe antes de seu nascimento. [Se ex nihilo nihil fit (nada surge do nada), a personalidade-alma não pode ser criada, e, conseqüentemente, não poderá desaparecer nem ser destruída após a morte, pois, nihil in nihilum vertitur (nada se transforma em nada).]
Personalidade-alma em Perpetuum Mobile
(Animação Meramente Simbólica)
O Antepassado Imortal [Eu Imortal] que vai se tornar criança, sujeito à morte física, vem no seu tempo marcado, exatamente aonde deve ir. A [personalidade-]alma deixa uma de suas moradas cosmogônicas e vem. [Definitivamente, precisamos compreender que , no Unimultiverso, não há acaso nem de araque. Tudo acontece como deve acontecer. Tudo é experiência e aprendizado. Tudo é bom.]
Principio Imortal da Existência, a [personalidade-]alma é a causa resplandecente que liga o corpo visível ao corpo invisível.
Nada é banal em a Natureza, [e isto significa, repito, que nada acontece por acaso, de araque.]
Saber é se lembrar.
Teorema de Pitágoras
Nos Mistérios do Espírito Santo, está a Ciência Total, a Arte Completa, o Amor Perfeito da Vida. Os Mistérios do Espírito Santo se revelam na aurora do dia, nos olhos dos noivos e dos esposos, no sorriso e nas lágrimas da maternidade.
Uma criança é uma [personalidade-]alma Celeste numa efígie terrestre, uma imortalidade que vem para se modificar, para se purificar na dor, [na humildade e na paciência] e para se aperfeiçoar na elaboração, seja em uma missão específica ou pela criação, após séculos começados e retomados. [Aqui, se aplica perfeitamente a Lei do nobre e químico francês Antoine-Laurent de Lavoisier (26 de agosto de 1743 – 8 de maio de 1794): Em a Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Em a Natureza
No Unimultiverso.]
Lei de Lavoisier
O destino, freqüentemente, é a lei que suscitou a vontade da [personalidade-]alma encarnante. [Pela terceira vez, didaticamente, repito: no Unimultiverso, nada acontece por acaso nem de araque.]
De maneira geral, no processo encarnativo, a nossa sensibilidade psicúrgica [arte ou prática de manejar as forças psíquicas ou anímicas], em todos os sentidos, sucumbe. Não vemos mais o nosso Corpo Celeste, pois, ele se eclipsou. Ele perdeu a Ciência, a Consciência, a Vida Real. A nossa inteligência se fechou, e a nossa clarividência direta não vê mais nada.
No processo encarnativo, perdemos a capacidade de contemplar Shamain – o Éter, o Mar Azulado do Céu, as Ilhas, as Chuvas Siderais, os movimentos de seus Gênios e de suas Potências Animadoras – a Grande Realidade.
Hoje, a Terra. E depois... O quê? [Depois... O
!]
Turbilhões de [personalidades-]alma que se elevam ou que caem. Umas diáfanas e puras, espiritualizadas e leves, exortando a vencer àquelas que se opõem a subir, na LLuz, a Escada dos Raios Celestes, a transpor a região das nuvens e das correntes fluídicas, a ganhar a Cidadela Ígnea do Fogo Superior, os Círculos de Éter. As outras, obscuras e matizadas com manchas como peles de animais selvagens e de répteis, manchadas pelos vícios, entenebradas pelos crimes, materializadas pelo instinto, entorpecidas pelo egoísmo, impotentes para destruir os fluxos elétricos do ar, levadas pelas tempestades e pelos ventos, rolando longe da Barca de Ísis, no poço demoníaco do abismo, no vertiginoso cone de sombras que a Terra produz nos céus, gritando no silêncio , agarrando-se às primeiras e tentando arrastá-las com elas, para diminuir, na mesma proporção, o peso monstruoso do destino, [criado por elas próprias].
O reino da substância plástica sobre a Terra possui Quatro Reinos: Mineral, Vegetal, Animal e Hominal, e seus Sete Turbilhões de Potências geradoras especificadas.
Adamah é o mundo das efígies e das realidades físicas, o inferno, o purgatório e o paraíso, conforme a [personalidade-]alma que encarna, conforme o Espírito que reina na carne das [personalidades-]alma encarnadas, conforme a fé, a lei e os costumes do Estado Social. [Conforme o que compreendemos e dependendo de o que acreditamos.]
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— Perdão! — Diz a [personalidade-]alma ao seu Guia!
— Coragem! Tu juraste! Lá em cima, a coroada fé [confiança + certeza]; cá em baixo, a prova, [as experiências, a aprendizagem]! — responde o Guia, o Genetlíaco Celeste.
— Perdoa! Sim, eu tenho medo! — objeta a [personalidade-]alma.
— Coragem, [personalidade-]alma imortal! Tu poderás te libertar, eternamente, se, compreensivamente, acumulares as Ciências. Esta é a tua pátria viva. Aqui em baixo. Estás unida a ela por todas as Potências Mágicas da Eterna Vida! — adverte o Guia. [Só a Illuminação/Compreensão Iniciática, exclusivamente a Illuminação/Compreensão Iniciática – 'as Ciências' – nos libertará de nós mesmos (das nossas miragens, das nossas ilusões, das nossas fantasmagorias, das nossas esquizofrenias indetectáveis, dos nossos delírios, dos nossos transtornos obsessivo-compulsivos, das nossas manias, dos nossos rituais sinistros para tentar diminuir ou evitar a ansiedade, dos nossos desejos, das nossas cobiças, das nossas paixões, das nossas ignorâncias, das nossas traições, das nossas conspiratas, das nossas mentiras, das nossas mumunhas, das nossas artimanhas, das nossas covardias, das nossas crueldades, das nossas pressuposições equivocadas, das nossas escolhas escalafobéticas, da nossa existência a bangu e a trouxe-mouxe, dos nossos preconceitos, da nossa separatividade, do nosso deixa-pra-lá, dos nossos escuros calaboiços e de tantas, tantas outras coisas encarceradoras e retrogressivas mais).]
Para todos nós, uma coisa é certa: não retornaremos, a não ser pela Ciência.
Quem acredita que o homem descende do gorila, merece não mais tornar a Subir!
A Teoria da Evolução Humana, baseada na Biologia Moderna, afirma que os
humanos e os macacos compartilham um ancestral comum, e não que os
seres humanos evoluíram diretamente dos macacos atuais. Esta perspectiva,
apoiada pela Paleontologia e pela Genética, demonstra que linhagens distintas
se separaram, há milhões de anos, evoluindo características únicas, como o
bipedalismo, enquanto mantêm semelhanças genéticas e anatômicas com primatas.
Contrariamente às almas dos animais, que vem do Fogo Terrestre, a [personalidade-]alma humana vem do céu. [O Espírito de Grupo ou Alma-grupo é um conceito Ocultista/Iniciático, no qual os animais de uma mesma espécie compartilham uma consciência coletiva e instintiva, sendo guiados externamente, em vez de possuírem individualidade autônoma. Quando morrem, suas experiências são assimiladas por esta Alma-grupo, a espécie evoluindo sem reencarnação individual. As vivências físicas enriquecem esse grupo coletivo, a espécie evoluindo ao longo do tempo. Os animais não escolhem entre valores opostos e agem baseados no instinto, sem culpa ou mérito moral individual. Selvagens ou domésticos, os animais são vistos como expressões da Vida Una em evolução, e respeitá-los é considerado um dever espiritual. Seja como for, um Dia, quando a Porta se abrir novamente, os animais ascenderão e passarão a fazer parte do Reino Hominal.]
Em nome do Estado Social, que a Humanidade saúde a Lei do Reino e a Ordem do Reinado.
O Nascimento é uma coisa tão significativa quanto a Morte, e isto é um Mistério que precisa ser Compreendido.
A Questão Iniciática do Sexo está incluída nos Mistérios do Pai; a Questão Iniciática do Amor está incluída nos Mistérios do Espírito Santo.
O conhecimento e a consciência das Leis Cósmicas, estão de acordo com o sexo, com a idade e com a condição intelectual (graduação ontológica).
Nos Mistérios de Elêusis, o Hierofante gritava à multidão: 'Hekas, Hekas este, Bebeloi' que significa: Longe, ficai longe, profanos!
Na Roma politeísta, os Arautos Sacerdotes do Antigo Rito Etrusco diziam, antes de fechar sobre os iniciados as portas sagradas dos templos: 'Procul, o procul este, profani!' Longe, longe daqui, profanos.
No tempo do Mestre Jesus, para o povo comum, a Catequização e o acesso aos Sacramentos constituíam a Preparação e a Purificação Morais; a Iniciação aos Mistérios constituía a perfeição reservada por Jesus e por Seus Discípulos, sob o nome de Advento do Reino, da Veneração em Espírito e em Verdade, de Paracleto (Espírito Santo) e de Promessa – Revelação Suprema da Perfeição, quando, pela Iniciação, o indivíduo era Reintegrado. [A Lei]. [O Catolicismo contemporâneo, que de Cristianismo Iniciático nada tem mais, se incumbiu de ocultar e adulterar tudo isto, e, hoje, esqueceu e já nem mais sabe nada disto.]
São Clemente de Alexandria [Atenas (?), cerca de 150 – Palestina, 215] fala dos Antigos Mistérios nos seguintes termos:
Oh!, Mistério Sagrado da Verdade!
Oh!, LLuz Imaculada!
Ao clarão dos círios, o céu se reabre e a Divindade se revela!
Eis-me Santo: eu sou Iniciado!
Eis o Senhor, o Hierofante!
Ele fixa Seu Selo no Adepto, após tê-lo Illuminado com seus raios, e para recompensar a sua Fé, ele lhe reabrirá as Portas do Reino do Pai! Eis as Orgias dos seus Mistérios: vinde e pedi a Iniciação!
O Mestre Jesus, assim como em tudo, estava em harmonia, não somente som a Verdade de Todas as Iniciações, mas, com a Sabedoria de todos os Iniciadores. Da mesma maneira agiu Orfeu e, igualmente, Pitágoras, que distinguia sua doutrina em Purificação (Katharsis) e Perfeição (Telelotes).
Todas as Chaves precisas do Conhecimento Iniciático, da Arte e da Vida sempre estiveram cuidadosamente guardadas do mundo profano apenas para permanecer inacessíveis à profanação, à tirania do vulgar e à anarquia das opiniões.
A vidaCom o desuso e o descrédito dos Mistérios, vieram a anarquia social, a discórdia civil e a necessidade do império oposto à Antiga Liberdade. Os Mistérios, hoje, estão conservados no estado nominal, por detrás dos sacramentos católicos, tendo se tornado puramente fictícios para a sociedade leiga.
O mundo profano, na atualidade, está, sem recurso Religioso e Intelectual, [vale dizer, Iniciático], contra suas próprias profanações, contra suas ignorâncias, contra suas inconsciência.
Os fatos políticos e sociais portam e portarão cada vez mais a sua marca, sofrem e sofrerão cada vez mais a ação de uma batalha ideológica, verdadeira guerra civil dos espíritos, levando consigo a anarquia dos homens e das coisas, em baixo, e o Reino da Força, no Alto. [Os dois maiores exemplos disto, até agora, neste século XXI, são a Guerra Russo-ucraniana e todos os conflitos entre Israel e os seus vizinhos do mundo árabe, que compreende 22 países localizados no Oriente Médio e Norte da África. E, com isso, a desarmonia é instalada, nações são destruídas, seres humanos se tornam carne de canhão descartável para razões de Estado absurdas e canhestras e famílias são apocopadas. Mutatis mutandis, a Humanidade está fabricando o mesmo ambiente propício e o mesmo terreno fértil para que aconteça um mudança violenta e sem precedentes na Terra, como aconteceu na antiga Atlântida. Estamos caminhando para um ponto sem retorno, no qual qualquer ajuda superior será, de fato, impossível. Esta advertência foi transmitida ao almirante da Marinha dos Estados Unidos Richard Evelyn Byrd, Jr. (Winchester, 25 de outubro de 1888 – Boston, 11 de março de 1957) pelo Mestre do Domínio dos Ariani, nas seguintes palavras: há uma grande tempestade se formando no seu Mundo, uma fúria negra que vai perdurar e persistir durante muitos anos.]
Que venha a fúria negra, mas,
continuarei a fabricar.
Que venha a fúria negra, mas,
continuarei a alimentar a
Grande Heresia da Separatividade.Que venha a fúria negra, mas,
continuarei a impor a
mais-valia e o mais-trabalho.Que venha a fúria negra, mas,
continuarei a derramar a
a crueldade e a morte no mundo.Que venha a fúria negra, mas,
continuarei a acreditar que a
a Pacem in Terris é impossível.
É na altura teogônica da questão do sexos, no fundo e no ápice dos Mistérios do Pai (que a Primitiva Igreja reservava a Iniciação e que estava oculta a última Revelação feita pelo Mestre Jesus), que é preciso procurar a Chave para reconhecermos a Natureza como uma potência, para discernirmos seus Direitos no Uni[multi]verso e no Estado-Social, para retificarmos e aperfeiçoarmos tudo o que, na Ciência, na Arte e na Vida emana Dela, e que porta a marca de sua Autoridade sobre a substância orgânica dos seres e das coisas.
Infelizmente, a Cristandade, Israel e o Islã não tem como base de suas ortodoxias respectivas senão uma Cosmogonia; eles não tem uma Teogonia. Seja como for, há momentos, na história das sociedades, que a LLuz deve ser gerida na obscuridade, para que as trevas não apaguem a Claridade.
— IOD-HE-VAV-HE. (O Nome está bem pronunciado).
— Schem-hamm-phoras. (Que Vosso Nome seja santificado).
Orfeu, Iniciado nos mesmos Santuários que Moisés, dizia em um dos seus Rituais: Zeus é o Esposo Divino e a Esposa Perfeita. (Eterno-Masculino, Eterno-Feminino).
Elohim: comunhão total e união perfeita da Essência e da Substância das quais resulta o Uni[multi]verso. [Como explicou Saint-Yves D’Alveidre no seu Arqueômetro, Elohim = ALHIM: AL = Deus + ALH = Deusa + IM = terminação plural. Logo, os ALHIM constituem os Deuses e as Deusas do Unimultiverso. Em uma palavra: Androginia. B RAShITh BRA ALHIM ATh HShMIM V ATh HARTz, ou seja: Da sempiterna essência, a força dual formou o duplo céu (superior e inferior.]
Só quando forem restabelecidos e Compreendidos os Mistérios do Pai, cessarão, pouco a pouco, nas Inteligências Instruídas [Iniciadas], o antagonismo entre a Gênese e a Anti-Gênese, entre o Decálogo e o Anti-Decálogo, entre a Teologia e a Anti-Teologia, entre a Promessa e a Anti-Promessa, [entre o Ser (Realidade) e o não-Ser (negação da Realidade)].
Será necessário um 'Ultimum Organum' [Último Instrumento (ou Ferramenta Final de Conhecimento) a ser disponibilizado para a Humanidade] para que possa ser erigida uma Hierarquia Verdadeira das ciências naturais e das artes correspondentes, [que, na verdade, são uma coisa só]. Isto conduzirá, paulatinamente, toda a Humanidade, sem exceção, à uma perfectibilidade [relativa, interminável e assintótica] em seu progresso compreensivo e consciente em direção à Perfeição Divina [relativa, interminável e assintótica].
Gráfico Animado Simbólico
— Milênios de escuridão!
Milênios de Noite Negra!
Milênios de labacês!
Milênios de labirintos!
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Milênios de magia negra!
Milênios de vida e morte!
Milênios de morte e vida!
Milênios de encarnações compulsórias!
Milênios de desencarnações dolorosas!
Milênios de dor, aflição e desespero!
Milênios de sem eira nem beira e a trouxe-mouxe!— Um Dia, acessei o 'Ultimum Organum'!
Aprendi os Mistérios da Antigüidade!
(Re)Nasci e fui Batizado.
Um Dia, me Transfigurei.
Oh! Enfim, Compreendi!
Perdão! Perdão! Perdão!
Obrigado! Obrigado! Obrigado!
Tornei-me um Deus Consciente Eterno!
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relativa, interminável e assintótica
– o que equivale a uma Perfeição Divina
relativa, interminável e assintótica!— Já não mais dilapido a Hierarquia Mineral!
Já não mais arruíno a Hierarquia Vegetal!
Já não mais massacro a Hierarquia Animal!
Já não mais assassino a Hierarquia Hominal!
Já não mais desprezo a Hierarquia Espiritual!
Perdão! Perdão! Perdão!
Obrigado! Obrigado! Obrigado!
Nunca jamais eu retrocederei!
Para sempre, todos os meus irmãos auxiliarei!
A anarquia das ciências tem seu remédio na própria ciência, e esta é inseparável da Verdade.
A última Revelação da Universal Verdade colocará sobre a Terra a Ordem e a Harmonia que reinam no Céu [no Unimultiverso].
Os Mistérios, uma vez reconstituídos, poderão ser reabertos à Inteligência e à boa vontade. [Se os Mistérios continuam ocultos, nós é que somos responsáveis por isto.]
O Culto do Filho é o apelo geral à salvação e à condição comum: a purificação mortal de cada um.
Os meios de realizar os Mistérios só serão ensinados e revelados a quem de direito. [Humildade. Unimultifraternidade. Paciência. Esforço (Bom Combate). Mérito.]
O desabrochar completo do Espírito Humano foi denominado pelo Mestre Jesus de O Reino de Deus, e do Qual ele previu, um Dia, o advento sobre a Terra.
Só nos Mistérios as artes reencontrão, pela Iniciação, seus cânones estéticos, seus princípios, seus fins, seus métodos, restituindo facilmente à vida suas altitudes, suas profundezas sagradas, ao gênio sua razão de ser, e às relações familiares e sociais sua estabilidade e sua majestade perdidas.
Só através dos Mistérios nós colocaremos rapidamente um termo à nossa própria profanação, e voltaremos facilmente ao que fomos na antiga Grécia: os reveladores conscientes da Beleza Perfeita, figura adorável da Perfeita Verdade.
E entre todas as artes, existe uma, sobretudo, que somente os Mistérios do Pai e os do Espírito Santo podem traduzir, em sua beleza e em sua verdade divina, à faculdade humana. Essa arte, que corresponde a antologia, na ordem das ciências, é a maternidade na ordem das faculdades.
O Mistério do Nome do Pai autoriza uma Dupla Iniciação: uma reservada à faculdade masculina e outra à faculdade feminina. Nesse Mistério, o principio masculino exerce sua autoridade e o desdobramento de suas forças cosmogônicas sobre a essência dos Seres. Já o principio feminino, no Uni[multi]verso, manifesta sua autoridade e revela sua potência através de sua substância orgânica.
A essência dos Seres sai de IOD, a faculdade masculina de IOD-HE-VAV-HE; mas, sua existência e sua substancia, sua transformação e sua conservação saem de HE-VAV-HE, a faculdade feminina, a verdadeira esposa do Pai, que denominamos Natureza. O Amor que os uniu para sempre foi, para todas as antigas cosmogonias, reconhecido como o princípio e o fim de sua indissolúvel unidade.
No pensamento de Moisés, o Espírito Santo é uma Força na Hierarquia das Forças Divinas. Essa Potência Divina, o Iniciado do Templo de Isis e de Osiris A chamava de Rouach Elohim – o Sopro proveniente de Ele-Ela-os-Deuses.
É necessário que o homem seja para a mulher o representante real de Deus, a figura verdadeira de Sua Imagem – [de Sua Imagem Interior, o Deus de seu Coração]. Sem a Iniciação, essa condição espiritual não poderá ser completa, e o casamento, os lares, as uniões e as gerações ficam abandonadas ao acaso, à inconsciência, à ignorância e à fraqueza ontológica que disso resulta – [o sexo pelo sexo, isto é, sexo focado apenas no prazer, na satisfação física e no alívio de tensões.]
U sexo mal inspirado é a principal razão dos nossos fardos.
Hevah, em nome do Pai, como a Natureza na constituição do Uni[multi]verso, não é a metade, mas, três quartos do princípio masculino.
Tão-somente pela Iniciação reaveremos todos os nossos direitos e realizaremos todos os deveres que comportam as nossas Faculdades.
Até o momento, na Cristandade, em Israel e no Islã, a faculdade feminina do homem, abandonada a si mesma, está submetida inteiramente ao perigo da fatalidade das gerações, e a faculdade maternal, abandonada a seus próprios instintos, está longe de colher os Frutos Divinos que comporta sua tríplice natureza – plástica, psicúrgica e intelectual – que ela geraria certamente, se a Ciência e a Arte da maternidade devolvesse à mulher a luz providencial e a consciência vital de seu Sacerdócio.
A união entre o Eterno Masculino e o Eterno Feminino (que Moisés denominou
– Deus, os Deuses –
e
) é indissolúvel.
Em todo o Mundo Solar, a morte, o retorno dos seres ao Ser, das coisas à Substância Original, [do heterogêneo ao Homogêneo, como deixou registrado o Filósofo Português Sampaio Bruno (o Uni[multi]verso aspira a regressar ao Homogêneo, pelo que o movimento é o início e o fundamento de tudo, dele dependendo o avanço na série das formas evolutivas, com vista à reintegração do Espírito Puro, pela reabsorção final de todo o diferenciado e de todo o heterogêneo] Tohu-Vah-Bohu, é uma potência cosmogônica do Deus Masculino, opondo-se à Ionah, em toda parte onde as trevas se opõe à LLuz.
Todo planeta arrasta atrás si, nos céus, um cone de trevas, que jamais apanhou a claridade do Sol e que somente a Lua e as estrelas visitam.
O Pai: destruidor + criador.
O Eterno Feminino, sozinho, conserva o Uni[multi]verso, e o preserva para sempre contra a pesada opressão do Eterno Masculino.
A mulher é o símbolo vivo da Natureza.
A confusão dos sexos, das idades e das classes acabou destruindo e separando as bases reais da sociedade. Dissipou toda hierarquia, e, hoje, em uma espécie de morte social, somente a contingência dirige a entrada das gerações na vida.
A morte é um Beijo de Deus [do Deus do nosso Coração] – uma carícia do Pai Uni[multi]versal.
Como poderá haver morte,
se a Vida foi-é-será Eterna?
A morte é só uma mudança
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Os Sacerdotes da Grande Pirâmide sussurravam estas palavras fúnebres no ouvido do Iniciado: Osíris, o Eterno Masculino, é o Deus Negro.
Osíris – Deus da Mitologia Egípcia
Conhecido como o deus dos mortos e a divindade da vegetação, do julgamento e do além.
(Imagem Simbólica)
Em toda a parte, onde a sombra combate a LLuz, a morte – a Potência Cosmogônica do Pai – está presente, ainda que invisível, ativa, ainda que latente.
Freqüentemente, na Vida Espiritual, os homens são profundamente perturbados por sonhos.
Quando a Potência Cosmogônica Mortal do Pai quer agir, antes que tenha suscitado as causas mortais do passamento, a Natureza se revolta e o Eterno Feminino se agita. Ionah, a Substância Cosmogônica da Vida, estremece sobre a Terra e nos céus, e as [personalidades-]alma dos mortos correm para avisar os vivos, e voam em socorro daquele que vai morrer. Entretanto, a morte não é implacável e inflexível, senão para os profanos e para os profanadores. O Iniciado a chama ou a rechaça, a arma ou a desarma, a excita ou a combate, a desencadeia ou a entrava. Essas coisas, fora dos Altares [Iniciáticos], devem permanecer ocultas, e não podem ser reveladas, senão atrás Deles. Contudo, pela Potência de seu Amor, a mulher, imagem humana da Natureza, fez, algumas vezes, tremer esse véu negro e recuar a morte.
Jamais o devotamento deixou de ser necessário.
Cheia de pensamentos, de sentimentos e de sensações da existência física, desorientada por ter de deixar seu corpo, a forma material se contorce em dor. A [personalidade-]alma desprovida da Iniciação, se sente destroçada em seus ataques, não sabe o que fazer, se espanta, se arrepia, se joga ao chão sem iniciativa, em uma agonia sempre renovada e apavorante. Em vão, se ele vem das esferas superiores, seu Gênio Celeste faz sinal; em vão seus ancestrais o exortam a partir. [Esta condição da personalidade-alma se denomina estar ligada à Terra – uma mistura de apego + cegueira + surdez + vertigem, já que, em vida, foi guiada pelos instintos, e viveu esquecida de si mesma nos anelos da carne. A [personalidade-]alma se torna, então, prisioneira do seu cadáver, e, possuída por ele, (pensando que ainda está viva, na Terra,) é obrigada a trabalhar para sua aniquilação e decomposição. Este estado de alienação, por mais desesperador que seja, não traduz mais do que uma pálida idéia os sofrimentos póstumos, que podem durar séculos, (e, às vezes, milênios).]
Mas, é possível, e acontece, que a [personalidade-]alma possa romper, quebrar, pouco a pouco, as amarras racionais e morais das suas paixões e de suas faculdades, olhar brevemente o mundo inteligível, recobrar suas aptidões e recordações, que estavam entorpecidas desde o seu nascimento, recuperar seu Principio Ontológico, retomar sua Vontade. [Tudo isto auxiliada por quem pode e sabe auxiliar.] Longamente, lentamente o exílio beija o Coração devotado e arrependido, lentamente o preenche com um calor etéreo macio, de uma irradiação deliciosa, o prende em um Abraço Espiritual encantador, e lhe fala assim no Verbo Inefável das [Personalidades-]alma e dos Deuses: Obrigado! Adeus! Não! Até mais! Em Deus! [Tudo isto só poderá ser evitado pela
, o que produzirá no
uma unificação consciente com o Deus de seu Coração, com tudo e com todos, sem exceção.]
Enfim, não devemos desvanecer nem desistir: todos nós somos IMORTAIS. Todos nós somos Deusas e Deuses inconscientes, Cálices da Eterna Verdade, da Eterna Sabedoria.
Música de fundo:
Il Fiore Delle Mille e Una Notte
Compositor: Ennio MorriconeFonte:
https://www.youtube.com/watch?v=woVwuIdSQPA
Páginas da Internet consultadas:
https://www.manualdaquimica.com/quimica-geral/lei-lavoisier.htm
https://makeagif.com/gif/om-onlinemandir-ZA7rNc
https://pt.wikipedia.org/wiki/Os%C3%ADris
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Implosion_bomb_animated.gif
https://mx.pinterest.com/pin/695383998745906774/
https://br.freepik.com/fotos-vetores-gratis/grafico-decrescente
https://dribbble.com/shots/3711131-Perpetuum-Mobile
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sinarquia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Saint-Yves_d%27Alveydre
Direitos autorais:
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