AS GARRAS DA LEI

Rodolfo Domenico Pizzinga

Otto Adolf Eichmann
(Um tríptico de fotos em seu julgamento, em Jerusalém,
em 1961. Crédito: Smith Archive)
Fonte: https://engelsbergideas.com/essays/the-eichmann-trial-changed-the-world/
Otto Adolf Eichmann se assemelhava a um criminoso comum que nunca se arrepende, que nunca pôde se permitir olhar de frente a realidade, porque seu crime passou a fazer parte dele mesmo. (Dostoievski relatou em seu diário que, na Sibéria – em meio a uma multidão de assassinos, estupradores e ladrões – nunca encontrou um único homem que admitisse ter agido mal). [In: Eichmann em Jerusalém (Um Relato Sobre a Banalidade do Mal), de autoria de Hannah Arendt.]
Na Alemanha, entre os alemães, a prática do auto-engano havia se tornado tão comum, quase um pré-requisito moral para a sobrevivência, que mesmo dezoito anos depois do colapso do Regime Nazista, quando a maior parte do conteúdo específico de suas mentiras foi esquecido, ainda é difícil, às vezes, não acreditar que a hipocrisia passou a ser parte integrante do caráter nacional alemão. [O apoio cego da maioria do povo alemão às barbaridades do Regime Hitlerista não é uma questão de auto-engano nem de hipocrisia, mas, sim, de magia negra, que a maioria das pessoas e dos historiadores, de maneira geral, não compreende como a coisa opera e funciona. Seja como for, a libertação deste fardo escravizante começou em 30 de abril de 1945, quando Adolf Hitler e Eva Braun (já, então, Eva Anna Paula Hitler) se suicidaram no Führerbunker, em Berlim. Agora, se, em 30 de abril de 1945, Adolf Hitler e Eva Anna Paula Hitler, de fato, se suicidaram no Führerbunker ou não, isto não interfere na libertação do fardo nazista escravizante, pois, Hitler, a partir desta data, já não tinha mais poder dominatório sobre o povo alemão nem a capacidade de impor a sua vontade malévola sobre os outros. O ciclo de magia negra hitlerista estava esgotado, ainda que muitos nazistas tenham fugido e escapado das garras da lei. Escaparam da lei humana, sim, mas, não da Lei Cósmica, pois, desta ninguém escapa.] [Ibidem.]
Eva Braun (Esposa de Hitler por 40 horas) e Adolf Hitler
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Führerbunker, Berlim, 30 de abril de 1945
Corpos Incinerados de Eva Braun (já, então, Eva Anna Paula Hitler) e Adolf Hitler
Fonte: https://tumulosfamosos.blogspot.com/2011/11/eva-braun-arte-tumular-675.html
Sempre fui um apoiador fanático e delirioso
do Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei e de Adolf Hitler,
e, como ele, eu também fui um cruel mago negro nazista,
anti-semita radical e ultranacionalista zeloso,
e defendi a pureza e a força da Herrenrasse (Raça Superior Ariana)
– a Raça Pura dos Povos Germânicos e Nórdicos.
A Escultura Neoclássica, de Arno Breker, de 1939, Die Partei (O Partido), projetada
por Albert Speer, ladeava uma das entradas da Chancelaria do Reich, em Berlim,
enfatizando o que os nazistas consideravam características raciais nórdicas desejáveis.
Como Hitler, eu me tornei um discípulo
do enigmático Homem-das-Luvas-Verdes
– um monge tibetano que era membro do Clã dos Dag Dugpas
e praticante do Tantrismo Negro
(o Vamachara, o Caminho da Mão Esquerda) –
que manteve contato com os mais altos escalões da inteligência nazista,
em especial com Heinrich Himmler, e que conquistou
a confiança, a admiração e o assombro do próprio Adolf Hitler,
cuja missão macabra era pôr em ação forças ocultistas negras,
de baixíssimas ordens vibracionais,
com a finalidade de levar o nosso Planeta e a Humanidade
a um período de trevas nunca antes vistos.
Com o auxílio invisível da G.'. L.'. B.'.,
os Aliados obstaram que isto acontecesse.
Obrigado! Obrigado! Obrigado!
Sob a justificativa ideológica de
purificação racial e conquista de território,
– uma ideologia perversa ancorada
em um racismo preconceituoso,
em um nacionalismo delirante,
em um anti-semitismo criminoso,
em um anticomunismo ideológico,
em um antigipsismo discriminatório,
em uma eugenia pseudocientífica,
ou seja, no sangue dos inocentes –
eu desumanizei e desvalorizei
grupos inteiros de pessoas.
Ideologia Perversa Ancorada no Sangue dos Inocentes
E, com base nesta crudelíssima ideologia nazista,
tentei eliminar da face da Terra todos os judeus,
todos os ciganos (roma e sinti),
todos os povos eslavos (como poloneses e russos),
todos os civis (não judeus) traidores, desobedientes e resistentes,
todos os associais (incapazes de interação social),
todos os,
todos os negros, mestiços e degenerados,
todos os opositores políticos e os dissidentes,
todas as pessoas com deficiência física e mental,
todos os prisioneiros de guerra soviéticos,
todas as Testemunhas de Jeová,
enfim, todos que eu considerasse que não
eram dignos de viver no Deutsches Reich
– o futuro belo Großdeutsches Reich.
Foi por tudo isso que eu aceitei me tornar um dos principais
burocratas e coordenadores logísticos do Holocausto e uma
peça-chave na execução demoníaca da Endlösung der Judenfrage
(Solução Final da Questão Judaica),
organizando o transporte por trens,
que enviou mais de 1,5 milhão de judeus
para campos de concentração e extermínio,
como, por exemplo, para o Konzentrationslager Auschwitz
– o maior complexo de campos de concentração e extermínio
construído durante a Segunda Guerra Mundial,
localizado no sul da Polônia, perto da cidade de Oswiecim,
o principal símbolo do Holocausto,
no qual mais de 1.100.000 milhão de pessoas foram assassinadas.
Campo de Concentração de Auschwitz – Animação Simbólica Maldita
(Que eu nunca gostaria de ter elaborado)
Großdeutsches Reich
Com isso, acabei sendo levado à degradação e à loucura
– porque, como adepto de um imaginário sobrenatural negro,
membro atuante da Sociedade Thule
e freqüentador assíduo do Castelo de Wewelsburg –
Castelo de Wewelsburg
(Nordeste da Renânia, Norte-Vestfália, Alemanha, Vila de Wewelsburg)
admiti um imperialismo alemão baseado no darwinismo social,
para mudar a Terra e construir uma utopia irrealizável,
enfim, para criar um mundo mais puro, mais harmonioso, mais belo,
no qual o Führer Adolf Hitler seria o artista-príncipe que anunciaria
a nova civilização clássica, inspirada na Grécia Antiga e em Roma,
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que Berlim, seria a Cidade mais grandiosa do Planeta
– a capital da futura civilização –
que Satã é o guerreiro fertilizador, destruidor e construtor,
que aquele que não carrega sementes demoníacas dentro de si
nunca dará à luz um novo mundo,
que os judeus tramavam o domínio do mundo,
que era necessário deixar para a posteridade um mundo sem judeus,
que, após o massacre dos judeus, nasceria um mundo melhor,
e, que, por isto, me esforcei para despertar a Energia da Kundalini
de maneira reversa, direcionando-a para baixo,
ao invés de orientá-la para cima, em direção aos chackras superiores –
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Anti-Kundalini Kundalini
(Animação Simbólica)
e, por isto, amordacei o meu Deus Interior,
e, como fez referência o Mestre Ascenso da G.'. L.'. B.'., Kut Hu Mi,
acabei me tornando um fracasso da Natureza,
uma não-entidade absoluta
e um ser-humano-sem-[personalidade]-alma,
e, após o fim desta encarnação,
nec caput nec pedes (habet),
meu destino inexorável e remodelador foi a Oitava Esfera.
[Vale a pena consultar: https://super.abril.com.br/historia/nazismo/]
Durante a Segunda Guerra Mundial, a mentira que mais funcionou com a totalidade do povo alemão foi o slogan Der Schicksalskampf des Deutschen Volkes [A Batalha pelo Destino do Povo Alemão], cunhado por Hitler ou por Goebbels, o que tornou mais fácil o auto-engano sob três aspectos, pois, sugeria: 1º) que a guerra não era guerra; 2º) que a guerra fora iniciada pelo destino e não pela Alemanha; e 3º) que era questão de vida ou morte para os alemães, que tinham de aniquilar seus inimigos ou ser aniquilados. [Ibidem.]


Música de fundo:
Lili Marleen
Composição: Norbert Schultze (música) & Hans Leip (poema)
Interpretação: Marlene DietrichFonte:
https://120202-marlene-dietrich.mp3.pm/song/5243852-lili-marleen/
Observação:
Lili Marleen (também grafada, entre outras, como Lili Marlen, Lilli Marlene, Lily Marlene e Lili Marlènes) é uma canção de amor alemã que se tornou popular durante a Segunda Guerra Mundial em toda a Europa e no Mediterrâneo, tanto entre as tropas do Eixo quanto entre as tropas Aliadas. Escrita em 1915, por Hans Leip, como um poema, foi musicada por Norbert Schultze, em 1938, e gravada pela primeira vez por Lale Andersen, em 1939, como Das Mädchen Unter der Laterne (A Menina sob a Lanterna). A canção também é bastante conhecida na versão interpretada por Marlene Dietrich.
Um memorial de Lili Marleen e Lale Andersen, em Langeoog, Alemanha
Páginas da Internet consultadas:
https://www.iberlibro.com/buscar-libro/titulo/
wesen-wollen-nationalsozialismus-schicksal/https://en.wikipedia.org/wiki/Master_race
https://pngtree.com/so/pile-of-skulls-and-bones
https://cybernations.fandom.com/wiki/Gro%C3%9Fdeutsches_Reich
https://pngimg.com/image/37294
https://giphy.com/explore/red-ocean
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rotating_earth_animated.gif
https://www.deerhunter.eu/cz/en/muflon-pro-light-gloves_art-green_8868-376
https://www.reinodesconhecido.com/2020/07/o-
cla-dos-dag-dugpas-e-o-mago-das-luvas.htmlhttps://tenor.com/pt-BR/view/chakra-love-mindblown-gif-6216748
https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/ar
ticle/what-groups-of-people-did-the-nazis-targethttps://ensinarhistoria.com.br/linha-do-tempo/
suicidio-de-adolf-hitler-e-eva-braun-alemanha/https://br.pinterest.com/pin/clown-hit-gif-clown-hit-silly-gifs--860117228808997715/
https://www.youtube.com/watch?v=E43zHP52o3E
https://en.wikipedia.org/wiki/Lili_Marleen
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