
Rodolfo Domenico Pizzinga
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Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser um preconceituoso.
Um Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser perverso e odioso.
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Místico pode(rá) ser tudo,
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Um Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser um mercenário.
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Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser um avarento.
Um Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser motivo de lamento.
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Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser um usurpador.
Um Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser motivo de dor.
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Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser surdo-mudo.
Um Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser um boçal raivudo.
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Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser um desnaturado.
Um Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser um desonrado.
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Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser um injustiçoso.
Um Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser um injudicioso.
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Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser anético.
Um Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser um hipotético.
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Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser arrogante.
Um Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser um não-participante.
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Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser um enganador.
Um Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser um aproveitador.
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Místico pode(rá) ser tudo,
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Um Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser aquele que desterra.
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Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser irredutível e cruel.
Um Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser um traidor-infiel.
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Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser um supliciador.
Um Místico pode(rá) ser tudo,
mas jamais pode(rá) ser um informador.
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Místico pode(rá) ser tudo;
pode(rá) ser realmente tudo o que desejar.
Mas um Místico jamais pode(rá) tudo de tudo;
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ste
poema está pra lá de (muito) incompleto;
muitas outras coisas um Místico não pode ser.
Quem não sabe, aprenda: o ângulo é sempre reto;
mesmo no escuro, mesmo onde não se possa ver.2
nfim,
qualquer um – Místico ou não –
precisa, deve e pode se livrar e se expandir.
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– talvez! – nem sequer possa mais vir ou ir.
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Notas:
1. An injust Peace is to be preferr’d to a just war. Uma Paz injusta deve ser preferida a uma guerra justa. Samuel Butler (1612 – 1680). Anteriormente, Thomas Morus (1478 – 1535), no século XVI, no seu livro Utopia (de 1516), admitira a guerra apenas com finalidade defensiva, mas, pelo menos, acrescentou: Na realidade, nenhuma guerra que se conheça na história, no presente ou no futuro que se possa prever, foi justa. Enfim, estou parcialmente de acordo com Thomas (pois abomino a guerra em qualquer hipótese e não a admito sob a alegação que for) e inteiramente de acordo com Samuel e Jorge Jossi Wagner. Este último sentenciou: Toda guerra é burra, estúpida e desleal. Todos perdem, sempre. Mas, curiosamente, quem perde mais é quem ganha a guerra. Reflita sobre isto.
2. Como explicar, então, o Triângulo Eqüilateral? O Sagrado Iantra Hermético (apresentado abaixo sob a forma de uma animação em flash) talvez possa esclarecer. O Sagrado Iantra deve ser assim entendido: Do Homem e da Mulher faze um Círculo, e deste um Quadrado, em seguida um Triângulo, e ainda um outro Círculo, e terás o 'Lapis Philosophorum'. Este Iantra está acorde com a Tetractys pitagórica (também apresentada abaixo sob a forma de uma animação em flash), de tal sorte que, o noivo (o Sol ou a polaridade positiva) e a noiva (a Lua ou a polaridade negativa), após realizarem as núpcias místico-alquímicas no círculo interior – o Uno Microscópico – através de uma seqüência quaternária, transformam-se no Dez Macroscópico – o Triângulo ou Tetractys – o qual, por sua vez, abarca todas as possibilidades cósmicas representadas pelo círculo maior. Estas etapas passam, respectivamente, pelas seguintes cores místico-gnósticas: preta, branca, [citrina] e vermelha (imutável, filosofal).
Sagrado Iantra Hermético
Tetractys Pitagórica
Fundo musical:
The Flow of Life
Fonte:
http://www.angelfire.com/
al2/coolgamemusic/ffnew.html
Páginas da Internet consultadas:
http://www.ufrgs.br/bioetica/guerra.htm
http://ante-et-post.weblog.com.pt/
2006/11/quando_a_ficcao_se_confunde_cohttp://pwp.netcabo.pt/cris_lima/menu.htm